Petróleo cai à mínima de sete semanas e sinaliza novo alívio nos combustíveis

Petróleo cai à mínima de sete semanas após Irã e Israel suspenderem ataques; pressão sobre combustíveis alivia

O mercado internacional de petróleo registrou forte recuo, com os preços atingindo o nível mais baixo em sete semanas. O movimento ocorre no momento em que o cenário de conflito no Oriente Médio dá sinais de desescalada — e pode ampliar o alívio já observado nos postos brasileiros.

Queda expressiva no mercado internacional

Os preços caíram cerca de 3% depois que Irã e Israel anunciaram a suspensão dos ataques mútuos, atendendo a um apelo do presidente dos EUA, Donald Trump. O Brent recuou US$ 2,80 (–3%), fechando a US$ 91,45 por barril, enquanto o WTI caiu US$ 3,10 (–3,4%), a US$ 88,20 — o patamar mais baixo para o Brent desde 17 de abril.

Foi também a primeira vez desde janeiro que o Brent fechou abaixo de sua média móvel de 100 dias, nível considerado suporte técnico importante pelo mercado.

A volatilidade persiste, no entanto. Na quarta-feira (10), o Brent voltou a subir cerca de 2%, chegando a US$ 92, após Trump afirmar que o Irã “terá que pagar o preço” e sinalizar que está próximo de ordenar ataques às instalações iranianas.

Demanda chinesa como fator adicional de pressão baixista

As importações de petróleo da China em maio caíram 29% em relação ao período anterior, atingindo o nível mais baixo em oito anos — fator que também contribui para conter os preços globais da commodity.

Reflexo nos postos brasileiros

No Brasil, os preços dos combustíveis já vêm caindo há semanas. O diesel S-10 passou de R$ 7,13 para R$ 7,12 por litro na semana entre 31 de maio e 6 de junho, acumulando queda de 6,46% desde o pico de R$ 7,58 registrado no início de maio. O governo federal mantém subvenções de R$ 1,12 e R$ 0,35 por litro sobre o diesel em vigor até 31 de julho.

Fonte: Trading Economics – Symplexia Labs