Levantamento da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) confirma a alta do diesel mostrada pela ANP. Na percepção das empresas, houve a alta média de 19,4% no preço do combustível. Estados como Bahia, Tocantins e Goiás registraram aumentos mais intensos, de até 27,8% enquanto mesmo os menores reajustes, como no Espírito Santo e no Acre, ficaram acima de 13%. A pesquisa foi realizada entre 20 e 23 de março.
Apesar de não haver falta generalizada de diesel, há relatos de dificuldades pontuais de abastecimento em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Diversas empresas do setor relatam dificuldade na renegociação de contratos com clientes/transportadores/parceiros e fornecedores em geral. Enquanto as previsões iniciais de reajuste, por exemplo, giravam entre 3% e 5%, o cenário atual exige negociações na casa dos 10% para manter a viabilidade operacional. Relatos das associadas indicam que postos de combustíveis já estão “regrando” a venda de diesel por receio de falta futura.
Segundo a Abicom, associação dos importadores de combustíveis, afirma que o cenário de abastecimento de diesel está mais favorável para abril. Antes, havia risco de falta do produto devido à baixa entrada de navios no país. Segundo o presidente da entidade, Sérgio Araújo, a situação decorre tanto do volume prometido pelas refinarias nacionais (Petrobras e privadas) e seu esforço dessas unidades em operar com taxas de utilização muito elevadas, tanto pela chegada programada de novos navios para a entrega de combustível.