Ainda há espaço para a Petrobras reduzir o preço dos combustíveis, analisa economista

Apesar dos cortes feitos pela Petrobras nos preços às refinarias, os valores nas bombas dos postos ficaram mais caros em fevereiro. Dentre os produtos, o etanol registrou a maior alta, com uma média de 2,36%, custando cerca de R$ 4,77.

Alguns dos fatores que impediram a queda de preços estão o aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), a entressafra da cana-de-açúcar, além dos custos logísticos e diferenças regionais no Brasil.

Na análise do economista Roberto Troster, em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (19), outro motivo que resultou no aumento do combustível é a compra no sistema de estoque pelos comerciantes, com a aquisição ocorrida meses antes dos reajustes feitos pela Petrobras.

No entanto, com a redução das cotações do combustível no cenário global e o dólar em queda, o especialista aponta que cortes mais significativos poderiam ser feitos pela estatal.

“O preço do barril [de petróleo] em um ano caiu 7,9%, então a gasolina devia cair 7,9%. O dólar caiu 11%, quer dizer, se você multiplica o preço do dólar pelo preço do barril, você teve uma queda de 8,2% no custo da gasolina. E a gasolina aumentou 2,1% em 12 meses. Então, a Petrobras está, de alguma maneira, se apropriado de um ganho e não está precificando de acordo com os custos”, finaliza Troster.

 

Fonte: Fecombustiveis