Consumo de combustível sobe pelo 3º mês

02/10/2018 – Depois do forte impacto da greve dos caminhoneiros sobre o abastecimento nacional, em maio, o consumo de combustíveis tem dado sinais de recuperação nos últimos meses. As vendas cresceram 2% em agosto, ante igual período de 2017, para 12,35 bilhões de litros, o volume mais alto para o mês desde 2014, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP). Foi o terceiro mês seguido de aumento na comparação interanual.

Após crescer 0,4% em 2017, o mercado brasileiro vinha registrando aumento de cerca de 2% em 2018, até que a greve dos caminhoneiros interrompeu a trajetória de alta. Depois de atingir em maio seu volume mais baixo para o mês desde 2010, o consumo voltou a se recuperar em junho, mas não o suficiente para anular o peso da paralisação. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a comercialização se mantém praticamente estável, com queda de 0,2%.

Tradicionalmente vinculado ao desempenho da economia, o mercado de diesel cresceu pelo terceiro mês seguido em agosto (3,9%, ante igual mês de 2017). Ao todo, foram vendidos em agosto 5,195 bilhões de litros de diesel, o maior nível para o mês desde 2014. No ano, a alta acumulada é de 1,5%.

Já a gasolina comum voltou a recuar em agosto (-13,7%) e acumula retração de 13,1% no ano. Impactados pelo aumento do câmbio e do petróleo, os preços do combustível vêm perdendo competitividade para o etanol. O consumo de álcool hidratado cresceu 48,9% em agosto e já aumentou 41,8% em 2018.

Ontem a ANP informou também que a produção nacional de petróleo caiu 2,1% em agosto, na comparação com o mesmo mês em 2017. Foram produzidos, em média, 2,522 milhões de barris por dia no mês retrasado.

A agência atribui a queda à parada programada da plataforma Cidade de Angra dos Reis, no campo de Lula. Já a produção de gás natural somou 106 milhões de metros cúbicos diários, redução de 8,3% em comparação ao mês anterior. A produção de petróleo e gás do país foi de 3,191 milhões de barris de óleo equivalente por dia, queda de 3,4% ante julho.

Fonte: Valor Econômico