Como denunciar roubo de carga de combustíveis

08/07/2019 – Para combater os roubos de carga e obter dados do setor, a Plural em conjunto com a  Fecombustíveis, Brasilcom e Sindlub lançaram um projeto-piloto, que conta com um  aplicativo para registrar os roubos de carga de combustíveis e de lubrificantes.

Samuel Luiz de Carvalho, coordenador de Planejamento Estratégico e Mercado da da Plural, explica que o aplicativo de roubos de carga já existia e foi desenvolvido pela QG Security. A ideia da Plural foi adaptá-lo para receber as ocorrências do mercado de combustíveis e de lubrificantes. “A gente entrou em contato com a empresa e elaboramos um projeto-piloto para a coleta de informações específicas do setor de combustíveis nesta plataforma. Nossa ideia é compilar as informações estatísticas a partir do registro dos roubos para que esta ocorrência fique ali mapeada”, esclareceu.

A partir da adesão dos interessados, as empresas podem visualizar os mapas das ocorrências, fornecendo subsídio para planejar as entregas dos produtos, destacou Davidson Veiga, CIO da QG Security. “Pretendemos transformar os dados em bancos de dados, fornecendo  informações como forma de prevenção. Com isso, daria para evitar as regiões de maior risco e os horários que acontecem os assaltos”, disse.

Veiga destaca que o uso da tecnologia pode ser um grande aliado tanto para o setor privado como o público, pela rapidez da informação, possibilitando tanto a prevenção como o combate efetivo dos crimes.

Confira como funcionará o aplicativo, com a entrevista concedida por  Samuel de Carvalho, da Plural.

C&C: Qualquer pessoa pode baixar o aplicativo?

SC: Sim, basta entrar no Google Play dos aparelhos Android e baixar o app Roubo de Carga. Após baixar o aplicativo, o novo usuário tem que fazer um cadastro. Nesta fase, o projeto-piloto não está disponível para Iphone. As denúncias também podem ser registradas diretamente pela webwww.cargaroubada.com

C&C: Quem pode fazer a denúncia?

SC: Qualquer pessoa, pode ser o próprio motorista que foi vítima ou um terceiro, como alguém que testemunhou o assalto ou mesmo revendedores que tiveram a carga roubada. Tem um outro público que são as empresas gestoras de frota ou gerenciadoras de risco. Além das denúncias de roubo de carga também podem ser registrados roubos de dutos ou receptação. Neste último item, pode ser uma movimentação suspeita em certo local ou alguém que saiba  que o produto é descarregado.

C&C: Haverá alguma região prioritária no projeto?

SC: A gente está com o foco no Rio de Janeiro e em São Paulo,  em princípio porque são as rotas de maior incidência em roubos de carga.

C&C: O que acontece depois da ocorrência registrada?

SC: Essa ocorrência cai na central  da QG Security, que faz uma espécie de curadoria, ou seja, eles vão analisar se a informação faz sentido, se é coerente. Após a curadoria validar, a denúncia fica registrada no mapa.

C&C: As estarísticas do setor dependem da participação das pessoas com o uso deste aplicativo. O que poderia motivá-las a adotarem este aplicativo para fazerem as denúncias?

SC: A gente entende que o fato da pessoa identificar onde teve o problema ou que a sua denúncia vai aparecer no mapa, isso já é um benefício. A própria sociedade se beneficia desta informação por meio do mapeamento dos locais mais vulneráveis. As empresas podem programar as entregas, evitando os horários de risco e rotas perigosas.  Dependendo do tipo de acesso, a empresa ou entidade pode obter um relatório bastante detalhado, contribuindo para o combate deste crime, que tem onerado significativamente o setor.

C&C: De que forma este projeto-piloto pode ser alinhado com a polícia?

SC: Buscamos o apoio das autoridades para que elas participem, tanto a Polícia Rodoviária Federal como a Polícia Militar, pois basta instalar o aplicativo. A notificação do roubo possibilita uma ação policial mais rápida. Com a ajuda da tecnologia, a unidade mais próxima pode chegar ao local em até 15 minutos. Se for pelo trâmite normal, pode demorar até 24 horas.

Fonte: Fecombustíveis*

*Texto extraído do site Minaspetro