Gasolina aditivada sobe mais que a comum em 2018

O preço médio da gasolina aditivada cobrado nos postos subiu mais que o da comum e o do álcool no acumulado deste ano. Esse crescimento só perde para o aumento observado no valor do GNV (gás natural veicular).

O valor médio cobrado pelo litro da gasolina premium teve reajuste de 10,44% de 16 de janeiro até o início deste mês. Passou de R$ 5,01 para R$ 5,53. O do combustível comum teve alta de 4,14% no período e é vendido a R$ 4,63.

Os dados são do Confaz (conselho de política fazendária), órgão do Ministério da Fazenda que compila as informações sobre preço coletadas por cada estado para definir a cobrança de ICMS.

“No preço da aditivada, houve repasse integral do incremento das refinarias. No da comum, provavelmente houve uma redução das margens dos postos”, diz Paulo Miranda Soares, presidente da Fecombustíveis (federação do comércio de combustíveis).

“O preço subiu 29% na refinaria. Um terço desse reajuste geralmente chega às bombas porque há outros componentes no custo, como impostos, frete e lucro da distribuidora”, afirma ele.

O valor do GNV, que teve a maior alta até o momento, subiu 13,3%. O metro cúbico custa em média R$ 2,91 atualmente.

“A energia elétrica, um insumo importante dessa indústria, está mais cara e é um dos fatores que explicam o reajuste, segundo Marcelo Mendonça, gerente de estratégia da Abegás (associação das distribuidoras de gás).

“Os valores internacionais da commodity também têm sido reajustados, e esse aumento é passado às distribuidoras pela Petrobras. Ainda assim, o GNV é competitivo em relação aos combustíveis líquidos”, diz ele.

Turismo no interior

A Nóbile Hotéis vai investir cerca de R$ 60 milhões na expansão de sua rede e na reforma de unidades em 2019.

A empresa, que opera 54 empreendimentos atualmente, vai abrir no ano que vem um empreendimento em Fortaleza.

“O projeto já está aprovado e estamos no início das obras, que vão demandar R$ 40 milhões. A previsão é inaugurar no segundo semestre”, afirma o presidente da marca, Roberto Bertino.

“Vamos ainda fazer ao menos sete conversões de bandeiras, que exigem uma série de reformas nos edifícios. Nisso, o aporte será de aproximadamente R$ 18 milhões.”

A prioridade da companhia é expandir operações no interior de São Paulo e na região Sul. “Mas também teremos nossa primeira unidade em João Pessoa”, diz.

A Nóbile projeta crescer 20% em receita em 2018. A alta é influenciada pela abertura de 11 hotéis e pelo aumento de 8% na diária média.

R$ 264 milhões
foi o faturamento em 2017

Aos candidatos
Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil

Maiores investimentos na construção civil e em infraestrutura são um dos pleitos da indústria do aço para o próximo governo federal.

Os aportes contribuiriam para a retomada do consumo interno, o que deve ser feito com a participação da indústria nacional, afirma Marco Polo de Mello, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil.

“Por causa da escassez de recursos, cogita-se atrair capital chinês para o setor, mas essas empresas trazem operações completas, com mão de obra e equipamentos”, diz.

O segmento também demanda o reajuste da alíquota do Reintegra (programa de desoneração de exportações) para 3%. Em junho, ela foi reduzida de 2% para 0,1%.

Fonte: Folha de São Paulo